A b3 lista de empresas é a relação oficial de todas as companhias com ações negociadas na B3, a bolsa brasileira (Brasil, Bolsa, Balcão), organizada por código de negociação (ticker), setor de atuação e segmento de listagem. Reúne centenas de empresas de capital aberto, das gigantes do Ibovespa às companhias menores em segmentos de acesso. Cada companhia presente passou por um processo formal de abertura de capital, cumpre obrigações periódicas com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e tem estrutura jurídica e financeira auditada por terceiros.
Essa relação importa para quem vende no B2B porque cada nome ali é uma empresa que publica balanço, tem estrutura formal, orçamento definido e um time de compras que assina contratos. É uma fonte pública de contas-alvo grandes, com dados abertos, que você pode cruzar com informação de contato para chegar em quem decide. O fato de os dados serem públicos e regulados pela CVM reduz o risco de trabalhar com nomes fantasma ou informação inconsistente, que é o problema mais comum com bases compradas de terceiros sem procedência clara.
| Componente da lista da B3 | O que traz | Uso para vender B2B |
|---|---|---|
| Razão social e nome de pregão | Nome jurídico e o nome comercial da companhia | Identificar a conta-alvo real, sem confundir marcas |
| Código de negociação (ticker) | Sigla de 4 letras + número (ex.: PETR4) | Rastrear a empresa em relatórios e notícias |
| Setor e subsetor | Classificação por atividade econômica | Filtrar quem tem fit com o que você vende |
| Segmento de listagem | Novo Mercado, Nível 2, Nível 1, Bovespa Mais, tradicional | Ler porte, governança e maturidade da empresa |
| Site de RI | Página de Relações com Investidores | Achar releases, contatos e estrutura da diretoria |
O que é essa lista de empresas da B3 e para que ela serve?
A lista de empresas da B3 é o cadastro público das companhias de capital aberto que negociam ações, fundos e outros papéis na bolsa brasileira. Cada linha traz razão social, ticker, setor econômico e o segmento de listagem, e a própria B3 disponibiliza esses dados no site oficial, na seção de empresas listadas. Esse cadastro reflete em tempo real as entradas, saídas e mudanças de segmento das companhias, o que o torna superior a qualquer lista compilada manualmente por terceiros que não acompanhem o ritmo de movimentações da bolsa.
Ela serve, na origem, para o mercado financeiro. Investidores, analistas e fundos usam a relação para estudar onde colocar dinheiro, comparar companhias do mesmo setor e acompanhar resultados. Cada empresa listada é obrigada a divulgar balanços, fatos relevantes e informações de governança, e qualquer mudança material exige um Fato Relevante público registrado na CVM. Isso cria uma trilha de inteligência que o vendedor consegue ler para entender em que momento a empresa está antes mesmo de fazer o primeiro contato.
Para quem trabalha com vendas, o uso é outro. A relação vira um diretório de empresas grandes, formais e com capacidade de compra. Toda companhia listada tem CNPJ ativo, sede conhecida, estrutura de diretoria e, quase sempre, orçamento para fornecedores. É matéria-prima para montar uma carteira de contas-alvo de alto valor, onde a entrada de cada nome não depende de estimar se a empresa existe de verdade ou se tem capacidade de fechar um contrato.
O detalhe que muita gente ignora é o segmento de listagem. Uma empresa no Novo Mercado tem regras rígidas de governança, conselho independente e transparência alta, o que costuma indicar porte e maturidade maiores. Já quem está no Bovespa Mais é uma companhia menor, em fase de acesso ao mercado, com decisão mais concentrada e ciclo de compra mais curto. Ler esse dado muda a forma de abordar cada conta: a mesma mensagem que funciona para uma média empresa no Bovespa Mais não tem o mesmo efeito numa corporação do Novo Mercado com comitê de compras e processo formal de aprovação.
O ticker também carrega informação útil. O sufixo indica o tipo de ação: ON (ordinárias), PN (preferenciais) ou UNT (units que combinam os dois). Para o vendedor, o que importa não é o tipo de ação, mas usar o ticker para rastrear a empresa em notícias financeiras e comunicados ao mercado. Uma companhia que acabou de captar recursos em uma oferta secundária tem orçamento de investimento expandido e é um alvo mais quente do que uma que está cortando despesas após resultado fraco. Esse tipo de leitura, feita a partir de dados que a própria bolsa produz, transforma a relação de nomes numa base de inteligência comercial.
A lista sozinha, porém, resolve metade do problema. Ela diz quais empresas existem e em que setor atuam, mas não entrega telefone direto, e-mail do responsável nem o nome de quem aprova o orçamento. Esse é o buraco entre ter uma relação de nomes e ter uma lista de contatos que você consegue trabalhar, e fechar esse buraco é o que separa uma planilha bonita de uma agenda de reuniões com decisores reais.
Por que essa relação de companhias listadas vale ouro para vender no B2B?
A lista de empresas da B3 vale ouro porque concentra, num só lugar, as companhias com maior poder de compra do país, com dados abertos e verificáveis. Diferente de uma base comprada de origem duvidosa, aqui cada empresa é pública, auditada e obrigada a divulgar informação, o que reduz o risco de trabalhar com nomes fantasma ou dados podres que contaminam o CRM e derrubam a entregabilidade dos disparos de e-mail.
Vender para empresa listada tem uma vantagem clara. Existe orçamento formal, processo de compra definido e um departamento que assina contratos recorrentes. Ao contrário de negócios informais, uma companhia de capital aberto raramente some do mapa no mês seguinte, e o ticket médio de um contrato tende a ser mais alto e mais estável. Uma empresa que reporta balanço para a CVM e para seus acionistas tem pressão para honrar compromissos financeiros que uma empresa fechada e sem obrigações de transparência não tem.
O setor de atuação, presente na relação, permite recorte fino. Se você vende software jurídico, filtra companhias com estrutura pesada de compliance. Se vende serviço de marketing, mira setores de consumo e varejo que disputam atenção do cliente final. Esse recorte por atividade econômica é o primeiro passo de qualquer estratégia séria de geração de leads B2B, porque foco vale mais que volume. Abordar cem empresas sem fit produz menos resultado do que trabalhar dez com fit alto, onde cada mensagem encontra uma dor real em vez de cair em caixa de spam.
Os relatórios públicos das companhias listadas são um ativo de inteligência que poucos vendedores exploram. As ITR (Informações Trimestrais) e DFP (Demonstrações Financeiras Padronizadas) mostram onde a empresa está investindo, quais divisões crescem e onde o orçamento está concentrado. Quando uma companhia divulga que vai expandir uma unidade ou digitalizar um processo, ela está sinalizando onde vai gastar dinheiro nos próximos meses, e ler esse dado antes de ligar para um diretor é a diferença entre chegar com uma solução que encaixa no que a empresa está fazendo e chegar com um pitch genérico que o decisor ouviu dez vezes no mesmo mês.
Há também o efeito reputação. Fechar com uma empresa listada abre portas com outras do mesmo setor, porque o mercado B2B se move por referência. Um caso de sucesso com uma companhia conhecida vira prova social que encurta o ciclo de venda das próximas negociações. É um efeito bola de neve que uma base de pequenos negócios raramente entrega, e que justifica dedicar mais tempo de preparação e abordagem a cada conta da bolsa, mesmo que o ciclo inicial seja mais longo.
Ainda assim, a relação da B3 tem um limite duro de escala. São centenas de empresas, não milhares. Para uma operação de vendas que precisa de fluxo constante de novos contatos, a lista de companhias abertas é o topo da pirâmide, não a base inteira. O jogo real é combinar essas contas grandes com um volume maior de empresas de médio porte, que não estão na bolsa mas têm bolso e dor. É aí que a fonte pública precisa de reforço, e é o que qualquer funil B2B sustentável precisa construir para não depender de um único tipo de conta.
Como montar sua base de companhias listadas passo a passo?
Montar sua b3 lista de empresas para uso comercial exige quatro movimentos: baixar a relação oficial, filtrar por fit, enriquecer com contatos e priorizar por potencial. Sem esse fluxo, você fica com uma planilha de nomes que ninguém consegue ligar nem escrever. Cada passo abaixo transforma dado bruto em contato acionável, e pular qualquer etapa significa chegar no final com uma lista que parece completa mas não produz reuniões.
Passo 1: baixar a relação oficial da bolsa
Comece pela fonte primária. Acesse o site da B3, vá na área de empresas listadas e exporte a relação com razão social, ticker, setor e segmento. Esse é o núcleo confiável dos seus dados, porque vem direto de quem regula a bolsa, sem intermediários que possam ter filtrado ou desatualizado a informação. Evite listas de terceiros sem procedência, que costumam vir desatualizadas e cheias de empresas que já saíram da bolsa ou mudaram de razão social.
Ao exportar, mantenha as colunas de segmento e setor além do nome e ticker. Limpe duplicatas antes de avançar, porque algumas companhias aparecem com mais de um código (ON e PN do mesmo emissor) e contar cada ticker como uma empresa separada infla a lista e confunde na hora de priorizar. A unidade do seu trabalho é a companhia, não o código de negociação, então consolide por razão social antes de qualquer filtro.
Guarde a data da extração. Empresas entram e saem da bolsa, mudam de nome e trocam de segmento, então uma relação de seis meses atrás já tem ruído. Manter a origem e a data documentadas te protege na hora de justificar por que uma conta caiu ou entrou na sua carteira, e evita a situação de abordar uma empresa que fechou capital ou foi incorporada por outra sem aviso.
Passo 2: filtrar por setor e porte que fazem fit
Não trabalhe a lista inteira. Cruze o setor de atuação e o segmento de listagem com o perfil de cliente que você já sabe que fecha. Se seu melhor cliente é uma companhia de tecnologia de médio porte, marque os subsetores correspondentes e deixe de fora quem não tem chance real. Filtrar bem é o que separa esforço de resultado, e vale mais estudar dez contas certas do que disparar para quinhentas erradas.
Para definir o filtro de segmento, pense na sua capacidade de entrega e no seu ciclo de venda típico. Empresas no Novo Mercado tendem a ter processos de compra mais formalizados, o que exige um ciclo mais longo e uma abordagem mais cuidadosa. Se você precisa de resultado rápido, o Bovespa Mais e o segmento tradicional costumam trazer companhias menores que decidem em semanas em vez de trimestres. Vendedores autônomos que atacam nichos específicos entendem isso na pele, como mostram vários casos de uso para freelancers.
Documente o critério de filtro que você usou. Quando você ou alguém do time for atualizar a lista no próximo trimestre, vai querer saber por que certas empresas foram incluídas e outras não. Um critério explícito evita que a lista cresça por inércia e acumule contas que nunca tiveram fit, que é o erro que enche o CRM de ruído e derruba a produtividade de quem trabalha a base.
Passo 3: enriquecer cada empresa com contatos reais
Aqui está o trabalho pesado. A relação da B3 te dá o nome da empresa, não o do decisor. Para cada conta que passou no filtro, você precisa achar o responsável certo (diretor de marketing, gerente de TI, head de compras), o e-mail dele, um telefone que atenda e o perfil de LinkedIn. Fazer isso à mão, empresa por empresa, consome dias e, se a escala for maior que algumas dezenas de contas, se torna inviável sem alguma automação.
O site de RI de cada companhia listada é o ponto de partida para o enriquecimento manual. Lá você acha o nome dos diretores, às vezes com e-mail institucional, e os documentos que revelam a estrutura organizacional. Depois de identificar o cargo que decide sobre o que você vende, o LinkedIn confirma quem ocupa a posição hoje e entrega o caminho para o contato direto. Automatizar essa etapa, com uma ferramenta que faça a ponte entre o nome da empresa e o decisor com contato verificado, é o que decide se sua lista sai do papel ou fica como exercício de planejamento.
Passo 4: priorizar por potencial de compra
Com contatos na mão, ordene. Nem toda empresa da sua lista tem a mesma urgência nem o mesmo encaixe. Sinais como investimento em anúncios, tamanho do time, presença digital fraca ou tecnologia defasada indicam quem está mais perto de comprar. Ataque primeiro quem soma mais sinais de oportunidade, deixe o resto para uma segunda onda.
Priorizar por potencial evita queimar energia com contas frias enquanto as quentes esfriam na fila. Um erro comum é ordenar a lista por tamanho de empresa e começar pelas maiores, porque elas parecem o prêmio maior. Uma empresa grande sem urgência e com processo de compra trancado vale menos do que uma menor com orçamento aberto e dor clara, e o tamanho sozinho não prediz quem vai fechar primeiro. Comparar abordagens exige método, e é por isso que times sérios estudam ferramentas e comparativos antes de escalar.
Feito o ciclo, você tem algo diferente de uma lista de nomes: uma carteira ordenada, com contato e razão para abordar cada conta. Esse é o formato que um time de vendas consegue trabalhar de verdade, e o que separa quem estuda a bolsa de quem fecha negócio com as empresas que estão nela.
Quais são os erros mais comuns ao usar essa relação de companhias?
O erro mais comum é tratar a lista de empresas da B3 como se fosse uma lista de contatos pronta. A relação traz nomes de companhias, não telefones nem e-mails de decisores, e quem dispara mensagem para o contato genérico do RI perde tempo com um canal que não compra nada. RI fala com investidor, não com fornecedor.
O segundo erro é ignorar o filtro de fit e mirar as maiores só porque são famosas. As gigantes do Ibovespa têm processos de compra longos, comitês, licitação interna e fila de fornecedores estabelecidos. Uma operação pequena ou média queima meses tentando entrar onde não tem musculatura, quando companhias de porte intermediário decidem mais rápido e dão mais espaço para o novo.
Terceiro, trabalhar com dado velho. Empresas saem da bolsa, se fundem, trocam de nome e mudam de diretoria o tempo todo. Usar uma relação desatualizada faz você abordar quem não existe mais ou insistir num decisor que já saiu, e sem checar a validade dos dados, a lista apodrece rápido e derruba a taxa de resposta das suas abordagens.
Quarto, parar na empresa e não chegar na pessoa. Vender no B2B é vender para gente, não para CNPJ. A companhia certa com o interlocutor errado não fecha. Muita gente monta uma lista linda de contas-alvo e trava justamente na hora de descobrir quem, dentro daquela estrutura, tem a caneta para assinar. Achar o decisor é o passo que a maioria pula, e o que mais custa quando falta.
Quinto, entrar em contato sem ter lido nada sobre a empresa antes. A bolsa produz inteligência que vai além do nome: relatórios trimestrais, comunicados de expansão, mudanças de diretoria, captações recentes. Quem aborda um decisor sem ter lido nenhum desses sinais chega com um pitch genérico que o interlocutor descarta em segundos, enquanto quem leu o último comunicado da companhia e identificou um investimento em andamento aparece com uma conversa que faz sentido para quem ouve. Essa preparação não exige horas: um comunicado recente no site de RI já entrega o ângulo.
O sexto erro é não medir. Quem trabalha a lista sem registrar quantas empresas foram abordadas, quantas responderam e quantas viraram reunião fica no escuro, repetindo o que não funciona. Sem número, você não sabe se o problema é a lista, a mensagem ou o timing, e toda iteração vira aposta em vez de decisão.
Quais ferramentas ajudam a transformar as companhias listadas em clientes?
A ferramenta certa fecha o buraco entre a relação de empresas listadas e a agenda de reuniões: ela pega o nome da companhia, acha o decisor, entrega o contato verificado e ainda diz quem está mais perto de comprar. É esse conjunto que transforma uma planilha da bolsa em pipeline de verdade, e é exatamente o que a LeadCanvas faz.
Antes de qualquer ferramenta, vale entender o que o processo manual exige. Para cada empresa da sua lista, você visitaria o site de RI para mapear a diretoria, buscaria cada nome no LinkedIn para confirmar o cargo atual, tentaria achar o e-mail institucional pelo padrão da empresa e depois verificaria se o contato ainda é válido. Para uma lista de cinquenta empresas esse processo consome dias; para uma carteira de duzentas, semanas inteiras que poderiam estar em abordagem. É aqui que a automação para de ser conveniência e passa a ser condição para a lista funcionar na prática.
A LeadCanvas é um buscador duplo. Ela encontra leads no Google Maps e no LinkedIn, tanto pessoas por cargo quanto empresas, em qualquer país, não só na sua cidade. Isso quer dizer que você não fica preso à relação de capital aberto: mira a companhia listada quando faz sentido e, na mesma ferramenta, gera um volume maior de empresas de médio porte do mesmo setor que não estão na bolsa mas têm a mesma dor. A lista da B3 vira o ponto de partida, não o teto.
De cada lead, a LeadCanvas traz o WhatsApp verificado do negócio, e-mail, redes sociais e avaliações, mais os decisores de LinkedIn ligados àquela empresa. Some isso à sua lista da bolsa e o passo mais penoso de todos, achar quem decide e como falar com ele, deixa de ser um trabalho manual de dias. É o enriquecimento que faltava para a relação sair do papel.
O que separa a LeadCanvas de um raspador de dados ou de uma base solta é a inteligência por lead do plano Pro. Para cada empresa, a ferramenta detecta se ela tem anúncios ativos no Meta e no Google Ads, mede a saúde do site com PageSpeed, audita as alavancas da ficha do Google do negócio, avalia a visibilidade em SEO e em ferramentas de IA e entrega uma pontuação de oportunidade com o ângulo de venda pronto. Você não recebe só um contato: recebe o motivo pelo qual aquela empresa precisa de você e a brecha por onde entrar. Isso é o que transforma uma lista fria numa fila ordenada por quem está mais perto de comprar.
Fechado o diagnóstico, a plataforma ainda inclui um CRM de acompanhamento para não perder nenhum lead no meio do caminho, com mensagens e roteiros de venda escritos por IA para cada contato, ajustados ao sinal que a ferramenta detectou. Em vez de olhar para uma planilha e travar no primeiro e-mail, você abre o lead, lê o ângulo sugerido e dispara. É o fluxo completo, da relação de empresas ao primeiro contato, dentro de uma tela só.
Os planos começam em US$49/mês e dá para testar com 20 leads grátis, sem cartão, o que é suficiente para pegar um punhado de contas do seu setor, ver os decisores, a pontuação de oportunidade e os roteiros, e decidir com dado na mão. Ter o diagnóstico da empresa antes de ligar é o que separa quem fecha reuniões de quem coleciona não-respostas. Agências que rodam isso para vários clientes ao mesmo tempo encontram fluxos prontos nos casos de uso para agências, e quem quer comparar planos vê tudo na página de preços.
Teste isto na LeadCanvas. "Empresas de médio porte em São Paulo com site e anúncios no Meta Ads"
Como medir se sua prospecção com dados da bolsa está funcionando?
Você mede pela conversão em cada etapa do funil, não pelo tamanho da lista. Uma relação com trezentas empresas que gera três reuniões vale menos que uma com cinquenta que gera dez. Os números que importam são: quantas contas você abordou, quantas responderam, quantas viraram conversa e quantas fecharam. Sem esse ranking de etapas, você está no escuro.
Comece pela taxa de resposta. Se você aborda muitas empresas e quase ninguém responde, o problema quase sempre está antes da mensagem: ou a lista tem fit ruim, ou você está falando com o contato errado dentro da companhia. Uma resposta baixa é sintoma de segmentação frouxa, não de texto ruim, e trocar o script sem arrumar a lista não resolve.
Depois, olhe a taxa de reunião marcada. Ela mostra se, entre quem respondeu, existe interesse real ou só cortesia. Quando muita gente responde mas ninguém aceita conversar, o sinal é que você atraiu a atenção com um gancho que não sustenta valor, e aqui o ângulo de venda pesa. Ter um motivo concreto para cada empresa, e não um discurso genérico, muda o número.
Acompanhe também o tempo de ciclo. Empresas listadas grandes demoram, e isso é esperado; o erro é misturar essas contas lentas com as de médio porte na mesma métrica e concluir que "a lista não funciona". Separe por porte e segmento, meça cada grupo por conta própria, e você enxerga onde está o gargalo de verdade em vez de uma média que engana. Uma empresa no Bovespa Mais pode decidir em semanas; uma no Novo Mercado com comitê de compras pode levar trimestres.
Quando os números caem, o diagnóstico começa pela etapa mais alta do funil onde a queda acontece. Se a abordagem está alta mas a resposta está baixa, o problema é lista ou canal. Se a resposta está razoável mas a reunião está baixa, o problema é gancho. Se a reunião está alta mas o fechamento está baixo, o problema é proposta ou ciclo. Tratar cada etapa como diagnóstico independente é o que permite corrigir o ponto certo sem mexer no que já funciona, e mudar tudo ao mesmo tempo quando um número cai é o modo mais eficiente de não saber o que funcionou na próxima rodada.
Por fim, registre tudo num lugar só. Um CRM que mostra em que etapa cada empresa está te dá a foto real do funil e evita que uma conta quente durma na caixa de entrada. Medir não é burocracia: é como você descobre qual pedaço da lista merece mais energia na próxima semana. Quem trabalha por segmento acha recortes prontos por setor de atuação para comparar performance entre nichos, e material de método no blog para calibrar a abordagem.
As companhias listadas na bolsa são só o começo do seu funil B2B
A lista de empresas da B3 te dá a matéria-prima mais nobre que existe: companhias grandes, formais, com orçamento e dados públicos. Mas ela é o topo estreito da pirâmide, não o funil inteiro. Trabalhar só as empresas de capital aberto significa disputar as mesmas contas que todo mundo já ataca, com ciclos longos e fila de fornecedores estabelecidos.
A relação da bolsa serve também como âncora para definir seu ICP (perfil de cliente ideal) com mais precisão. Quando você analisa qual segmento, setor e porte das companhias listadas fecha mais rápido com você, você tem uma descrição de cliente que pode replicar fora da bolsa, mirando empresas de capital fechado com o mesmo perfil. O cliente que você fecha na bolsa vira o modelo para achar centenas de empresas parecidas que não estão na relação oficial mas têm os mesmos problemas e o mesmo tamanho de orçamento. Esse cruzamento é o que faz a lista de companhias abertas render muito além dos seus próprios nomes.
O jogo vencedor combina duas coisas. A relação da bolsa como carteira de contas-alvo de alto valor, e um fluxo maior de empresas de médio porte do mesmo setor, que não estão na B3 mas têm a mesma dor e decidem mais rápido. Uma sozinha rende pouco; juntas, formam um pipeline que não seca e que sustenta tanto o resultado de curto prazo, com as empresas menores que fecham em semanas, quanto o de longo prazo, com as contas grandes que valem o ciclo de investimento.
O que faz esse conjunto girar é enriquecimento e inteligência. Nome de empresa não vende; decisor com contato verificado, ângulo de venda claro e prioridade por potencial de compra é o que enche a agenda. Passe da relação de nomes para uma fila ordenada de quem precisa de você e por quê, e a bolsa deixa de ser uma curiosidade financeira para virar origem de receita. Comece pequeno, meça, e escale o que funciona a partir da página inicial.
Perguntas frequentes
Onde encontro a lista de empresas da B3 de forma gratuita e oficial
No próprio site da B3, na seção de empresas listadas, com acesso público e sem custo. Lá você exporta a relação com razão social, código de negociação, setor e segmento de listagem. Acesse sempre a fonte primária: ela é a mais atualizada e não passa por intermediários que possam filtrar ou defasar os dados. Evite listas de terceiros sem procedência, que costumam vir desatualizadas ou com dados incompletos.
A lista de empresas da B3 serve para vender produtos e serviços B2B
Sim, mas como ponto de partida, não como lista de contatos pronta. A relação traz companhias grandes e formais, com orçamento e capacidade de compra, o que a torna uma ótima carteira de contas-alvo. O trabalho extra é enriquecer cada empresa com o decisor certo, o contato verificado e o motivo da abordagem, porque a bolsa entrega o nome da companhia, não o telefone de quem assina o contrato.
Quantas empresas estão listadas na B3 hoje
São centenas de companhias de capital aberto, número que oscila conforme empresas abrem capital, saem da bolsa ou se fundem. Por isso a relação nunca é fixa e a data da extração precisa estar documentada. Para uso comercial, o que importa não é a quantidade total e sim quantas passam no seu filtro de setor e porte, já que trabalhar a lista inteira desperdiça energia com contas sem fit.
Qual a diferença entre os segmentos de listagem da B3 e por que isso importa para vendas
Os segmentos (Novo Mercado, Nível 2, Nível 1, Bovespa Mais e tradicional) indicam o grau de governança e transparência de cada companhia. Para vendas, isso é um atalho de leitura de porte e maturidade. Uma empresa no Novo Mercado costuma ser maior e mais estruturada, com ciclo de compra longo, enquanto uma no Bovespa Mais é menor, com decisão concentrada e negociação mais rápida. Ler o segmento te diz como abordar cada conta.
Como transformar a lista de empresas da B3 em contatos que dá para abordar
Enriquecendo cada empresa com o decisor, o e-mail, um telefone que atenda e o perfil de LinkedIn, além de um motivo concreto para o contato. Fazer isso à mão consome dias; ferramentas de geração de leads como a LeadCanvas fazem a ponte ao achar os decisores de LinkedIn, trazer o WhatsApp verificado do negócio e ainda apontar quais empresas têm mais sinais de compra, ordenando a lista por potencial em vez de ordem alfabética.
Vale a pena focar só em empresas da bolsa para conseguir clientes B2B
Não. As empresas listadas são o topo da pirâmide, com alto valor mas ciclos longos e concorrência acirrada por elas. O resultado consistente vem de combinar essas contas grandes com um volume maior de empresas de médio porte do mesmo setor, que não estão na B3 mas têm bolso e dor parecidos. A relação da bolsa alimenta a ponta nobre do funil; o fluxo de negócios menores garante que o pipeline não seque.
Este artigo foi escrito por Martina Ríos, especialista em SEO e dados da LeadCanvas, o buscador duplo de leads no Google Maps e LinkedIn (qualquer país) com WhatsApp verificado, tomadores de decisão do LinkedIn, inteligência por lead e mensagens com IA. Se você quer encontrar e contatar seus clientes em um só lugar, pode começar grátis com 20 leads sem cartão.